MUSEU DE ARQUEOLOGIA
DE IEPÊ

A arqueológa Neide Barrocá cercada por parte do tesouro Guarani do museu
Sala principal do MAI com exposição de peças encontradas em Iepê

O Museu de Arqueologia de Iepê (MAI) foi inaugurado em 30 de junho de 2000, com acervo de mais de 70 peças inteiras e outros 120 mil fragmentos. O conjunto é formado por diversos tipos de potes e fragmentos de cerâmicas, pedras lascadas e polidas, encontradas no sítio arqueológico descoberto nas terras da Fazenda Capisa.

O Museu é fruto de uma parceria entre a Universidade Estadual Paulista e a Prefeitura de Iepê. A curadoria dos materiais arqueólogicos é de responsabilidade da Professora Doutora Neide Barrocá Faccio (FCT/UNESP, Campus de Presidente Prudente) e a direção é de Olavo Santilli Ekman Simões.

HISTÓRICO

Desde os anos de 1930, com o início da atividade rural em Iepê, os primeiros fragmentos da cultura Guarani começaram a ser encontrados pelo fazendeiro Raul Silveira Simões. Em 1973, seu filho Roberto Ekman Simões fez o salvamento arqueológico de um grande conjunto de peças, evitando que ficassem submersas pelo enchimento da represa Capivara.

Em 1994, a arqueóloga Neide Barrocá chegou ao município a partir da indicação do antropólogo Paulo Santilli, sobrinho de Roberto. O encontro na Fazenda Capisa foi o ponto de partida do que seria o MAI.

As peças guardadas por mais de 20 anos foram doadas para a Unesp e minuciosamente estudadas, tornando-se objeto de pesquisa da tese de doutorado da arqueóloga. Este profundo estudo possibilitou que, no ano 2000, o Museu fosse inaugurado com um acervo numeroso. Desde então, está sob a guarda do Laboratório de Arqueologia Guarani (LAG), da FCT/UNESP, na cidade de Presidente Prudente.

Roberto Ekman Simões acompanha a descoberta da maior urna encontrada

Memórias dos trabalhos de arqueologia em um dos diversos sítios nas margens do Rio Paranapanemá. Roberto Simões e seu filho Olavo recebem a imprensa na década de 1990

ATIVIDADE

O MAI atende alunos e professores da rede pública e privada, pesquisadores e demais interessados em conhecer a cultura Guarani. Ao longo dos anos, tornou-se um ponto de referência acadêmico para estudiosos em toda a América Latina. A instituição contribui com o intercâmbio e a guarda do patrimônio arqueológico do Estado de São Paulo, cumprindo o seu papel de mantenedor da memória dos povos indígenas.

"Sonhos são mapas, sem eles não vamos a lugar algum (da série Cosmos).
O Museu de Arqueologia de Iepê é a realização do sonho do meu pai"

Olavo Simões,
diretor do MAI

MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE IEPÊ

Rua Minas Gerais 458, Iepê

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Segunda a sexta-feira das 7h30 às 17h

CONTATO

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